quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estudando violino no trabalho 2 - Sofisticando a pegada do lápis....

Eu sou uma daquelas pessoas que colocaria um adesivo no carro dizendo PREFERIA ESTAR TOCANDO VIOLINO..... hehehehehe!

Nos momentos em que não estou escrevendo no escritório (sou redator de uma agência de propaganda), tenho passado às vezes até 2 ou 3 horas segurando o lápis assim, como se fosse um arco.

Se eu tivesse começado a tocar violino mais jovem, teria mais horas com o arco na mão, então faço essas coisas...faço de tudo para recuperar o tempo perdido, no trabalho, em casa assistindo a TV com o arco na mão e por aí vai.

Em um vídeo colocado no excelente site www.reddesertviolin.com eu ví esse exercício... atingir um grau de firmeza na pegada e, ao mesmo tempo, leveza, como é necessário ao violino.... tanta que é possível retirar o polegar e manter a pegada! não domino isso ainda, mas tenho treinado....
Segurando o lápis como se fosse um arco....

Equilíbrio, força e leveza, permitindo retirar o polegar e manter a pegada!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Surdina no violino elétrico????????

Essa foi uma experiência curiosa e muito bem sucedida.... usar surdina no violino elétrico!

A idéia é buscar o som mais abafado, típico dos violinos ciganos. No meu caso, combinada com cordas Larsen Tzigane, outra opção pouco provável para violinos elétricos, mas com excelente resultado para o meu objetivo.

Esta surdina que eu escolhi reduz 20% do volume (o que pode ser facilmente recuperado no amplificador) e altera bastante o som, chegando justamente onde eu queria. Imagino que existam outros recursos, como pedais de efeito (a surdina custa 28 reais, portanto um investimento bem menor) e recursos de regulagem em mesas de som (nem sempre disponíveis ou, quando disponíveis, difíceis de usar, por não ser algo comum).

Mais uma vez, sei que esta sonoridade que eu busco não é unanimidade, na verdade não deve agradar a 99% dos violinistas, porém, o que é de gosto.....

Vale observar que a captação do violino elétrico é feita no cavalete, que é um pouco diferente do tradicional, por isso tem maior espessura, impedindo o uso das surdinas tradicionais, que são encaixadas por cima. Este modelo, Spector Slide, que eu adquiri na loja www.ecorde.com.br fica sempre nas cordas e é facilmente deslizado para o cavalete, tornando muito fácil "ligar"e "desligar"o recurso.

"DESLIGADO"

"LIGADO"   














































E você, já experimentou algo assim?






sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FINALMENTE!!!! A sonoridade que eu estava buscando!!!!

Eu sempre tive mania de experimentar coisas diferentes nos instrumentos.... certa vez estudei uns 2 meses de cello, com arco de contrabaixo para ficar mais pesado e aliviar minhas dores nos ombros.... e funcionou!

No violino eu busco o tempo todo a sonoridade abafada, aveludada, quente, arenosa dos violinos ciganos. Já tinha dado ótimos passos com a descoberta das maravilhosas cordas LARSEN TZIGANE, cravelhas com catraca embutida WITTNER, estandarte balanceado com formato diferenciado, arco barroco, tocar perto do espelho, o mais longe possível do cavalete....

Ontem descobri algo que deu mesmo uma bela mudada! Eu uso uma surdina bem forte (reduz 70% do som) para estudar à noite, já tinha percebido que com ela o som fica mais limpo, sem chiados, porém com volume muito, muito baixo.... comecei a ficar curioso sobre as surdinas menores (reduzem só 20% do volume), usadas em orquestra.

Se eu conseguisse o mesmo efeito abafado perdendo apenas 20%... uau! Fiz minha compra na ecorde, como sempre recebi rapidamente.... funcionou!!!!!!! Sei que essa sonoridade que eu busco não é comum e provavelmente não seja agradável para a grande maioria dos violinistas. Mas, afinal, gosto é gosto! Estou bem satisfeito por conseguir satisfazer o meu!!!!





Na próxima postagem, a mesma experiência feita com o violino elétrico!


















Modelo de surdina, adquirida em www.ecorde.com.br


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DISCIPLINA!!!!!

















Quando pensamos em iniciar algo tão difícil quanto o violino depois dos 40, logo vem à mente a dificuldade de ter tempo para estudar. Uma criança poderia estudar 5 horas por dia, eu me esforço e conto com muita ajuda da minha Carolina (maravilhosa) para ter 2 horas por dia...

Mas, quando olhamos mais de perto para essas horas todas de estudo, o que percebemos? A necessidade de disciplina. Concentração, vontade, interesse, tudo isso é aditivado por uma qualidade chamada disciplina.

Nisso fico feliz porque outras experiências ao longo dos 40 anos anteriores me ajudam demais a entender o que é realmente ter disciplina.

Durante os anos de preparação para participar de (e ganhar) competições de fisiculturismo, aprendi que querer não é só querer o resultado, é desejar, com a mesma vontade ou mais, pagar o preço.

Para competir no fisiculturismo é necessário um período mínimo de 100 dias com uma dieta extremamente rigorosa, apenas 3 horas de sono diárias e 4 sessões diárias de treino, com cerca de 1h30 cada. Não tem domingo, nem feriado, nem final de semana, nem nada a não ser o extremo foco no dia da competição.

Eu tenho tentado reproduzir algo assim no violino. Executar exercícios centenas de vezes seguidas, ignorando completamente o cansaço, dor ou o que seja. Isso tira a sensibilidade e musicalidade? Na hora de tocar uma música não tem sacrifício, mas para aprender a técnica, a passada do arco, a posição da mão, nada como centenas de horas repetindo a mesma coisa, para que sejam naturais e estejam acessíveis à memória do corpo na hora de usar para uma música.

Minha conclusão é a seguinte. Primeiro vem aqueles que nascem com o dom e aplicam disciplina. Depois vem aqueles que nascem sem o dom e aplicam disciplina. Depois vem o resto, independente de ter dom ou não....

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Captação X Microfone X Violino elétrico

Uma das dificuldades de quem começa tarde no violino é estar encaixado no cenário de orquestras, um desejo natural de quem gosta do instrumento. Porém, tenho descoberto um grande prazer em tocar na igreja, pequenos grupos, composições como piano e violino, violão e violino, banda na formação tradicional de rock e violino...

E, nesta hora, surge a necessidade de buscar uma captação para ligar o violino em amplificadores. E qual seria a melhor opção?

Elas são basicamente 3:

- Tocar próximo a um microfone, posicionado corretamente

O microfone deveria ser específico e sempre posicionado em direção aos efes, em uma distância de aproximadamente 60cm. Uma das dificuldades deste método é justamente a disponibilidade de equipamentos corretos...



- Instalar um captador no violino tradicional, escolhendo entre as diversas opções, aquela que amplifica o som da forma mais fiel possível. A vantagem é que você continua usando o instrumento onde já investiu em cordas, acessórios etc, apenas com a diferença de ganhar mais volume!

Segundo amigos que usam, como o Tercio, spalla da Orquestra de Vilhena, este modelo é excelente, prático, com sonoridade fiel, então, se você procura um captador (com preço excelente), posso recomendar este.



- Fazer uso de um violino elétrico, tomando o cuidado de escolher acessórios e encordoamento para que ele não acabe com som de guitarra.

Essa é a opção que eu escolhi... não é uma boa opção para a música clássica, mas excelente para country, gipsy, irish e outros tipos de música onde o violino participa de uma banda, com bateria, teclado, guitarras, baixo elétrico etc.

Eu optei pelo violino elétrico, usando, assim como no acústico, encordoamento LARSEN TZIGANE, com aquele maravilhoso som arenoso dos violinos ciganos que eu sempre procurei. Confesso que tenho bastante vontade de ter um captador da MV Elétrico também!

Uma observação importante: para estudo continuo usando unicamente o acústico, garantindo pelo menos 2 horas por dia de uso e amadurecimento do instrumento!

E você? Qual é a sua escolha?







quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Aprender violino, uma lição de humildade!

O título já diz quase tudo.... como é bom, já chegando em certa idade, ter esses momentos onde tudo aquilo que pensamos que somos não parece nos ajudar no desafio que pretendemos vencer!

Aprendi e já me apresentei com a gaita até mesmo em casas de blues em Chicago e nas ruas de New Orleans, no grupo de adoração da Igreja.... fui guitarra solo de uma banda de rock na infância e contrabaixista de uma outra, de blues e rockabilly na adolescência....

Com o violino nas mãos, de que tudo isso me serve? De nada! Horas e horas de estudo para aprender a segurar no arco! Mover os dedos na posição do violino, diferente de qualquer outro instrumento (exceto pela viola, claro)... manter o arco tocando as cordas no lugar certo, velocidade certa, pressão certa.... o tal vibrato que ainda nem dá sinais de vida!!!

Após 5 meses de estudos, meu arco já corre com bom movimento, a mão esquerda move-se com liberdade no espelho do violino... conquistei a posição de 2o violino da minha Igreja! Glória a Deus!

Desafio vencido? Não....... pelo contrário, uma nova LIÇÃO DE HUMILDADE!

Lá vou eu começar a querer tocar mais rápido, música irlandesa, já não dedicar uma hora por dia ao movimento do arco antes de começar a estudar as lições da semana. Resultado... o polegar da mão esquerda está fora de lugar, o dedinho da mão direita voltou a ficar mal posicionado no arco...

De volta ao básico!!! Ao contrário do que a minha vaidade fez acreditar, sequer superei os primeiros passos do violino até agora!

Sigo no estudo do violino, agradecendo ao Senhor Jesus pela lição e alegremente dou este passo atrás, estudar sempre é bom, ter humildade, melhor ainda!!!!!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Começar aos 40 e chegar até onde???

Uma situação incrível, porém bastante comum é surgir um jovem ou uma jovem de 20 anos com tamanha virtuose no violino que rapidamente ganha fama mundial, começando a fazer apresentações e conquistar seu merecido espaço. Descobre-se então que iniciou cedo, muitas vezes com 3 ou 4 anos e logo aparecem vídeos realizando verdadeiras proezas ainda com 6 ou 7 anos....

Estamos falando, naturalmente, de um dom, mas com a mesma importância, no mínimo, de 15, 16
anos de dedicação.

Qual a possibilidade de surgir um ou uma virtuose de 70 anos, que ninguém jamais havia visto? Alguém que começou aos 40 e dedicou 30 anos, anonimamente, ao estudo do violino?

Naturalmente vem dessa idéia a pergunta.... sabemos que é possível iniciar no violino aos 40, mas até onde a pessoa pode chegar? Ou a pergunta seria.... QUANDO a pessoa pode chegar?

Sinceramente, eu creio que a qualquer lugar. Creio também que as obrigações da vida adulta fazem necessários 30 anos ao invés de 15. Mas, é certo que 30 anos serão um belo tempo de dedicação em qualquer idade.

Pessoalmente, não tenho o objetivo de tocar em uma orquestra. Me encanta muito mais um grupo menor, como um quarteto ou mesmo o violino como parte de uma banda, um grupo musical, um solo acompanhado de piano ou órgão... com a graça do Senhor, naturalmente!

Qual é a sua experiência? Eu gostaria de saber quem mais compartilha de todo esse meu otimismo.....